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O Sábado

"E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou" (Gênesis 2:3).

Em 1845, depois do desapontamento de 1844, o capitão José Bates ouviu que o grupo de crentes do lugarzinho chamado Washington, no estado de New Hampshire, EUA, estava guardando o sétimo dia da semana como sábado, em lugar do primeiro dia, o domingo. Foi lá investigar com eles quanta verdade havia nessa nova doutrina, da guarda do sábado. Até então todos os adventistas, inclusive ele, guardavam o domingo. Convencido agora de que o sábado era bíblico, decidiu mão só guardá-lo mas anunciá-lo aos adventistas.

Voltando para casa, encontrou-se com um amigo adventista, o Sr. Tiago Madison Hall, justo quando atravessavam em sentido contrário a ponte de madeira que ligava as cidades de New Bedford e Fairhaven, onde Bates morava. Ao se encontrarem, o Sr. Hall perguntou: "Que novidades há, capitão Bates?" Respondeu Bates: "As novidades são que o sétimo dia é o dia de respouso do Senhor nosso Deus" "Bem", disse o Sr. Hall, "vou para casa e hei de ler a Bíblia para ver o que há a esse respeito."

Assim fez e, ao se encontrarem no dia seguinte, o Sr. Hall havia aceito a nova luz da verdade do sábado e passou a guardá-lo. Desde então, o capitão do navio e pastor José Bates se tornou o paladino da verdade do sábado entre os adventistas. Escreveu o primeiro folheto sobre o sétimo dia como o sábado e conseguiu convencer o pastor Tiago White e sua esposa Ellen a respeito dessa nova luz, confirmada a ela numa visão em que viu o quarto mandamento iluminado com uma auréola de luz. Desde então, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem sido a maior igreja cristã a guardar o sábado. Eis como interpreta ela esta verdade através da Crença Fundamental nº 19: O Sábado.

O bondoso Criador, após os seis dias da criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é o sinal perpétuo do eterno concerto com Deus com Seu povo. A prazerosa observância desse tempo sagrado de uma tarde a outra tarde, do pôr do sol ao pôr do sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus.

Somos guardadores fiéis do sábado? Fazemo-lo motivados por nosso amor a Cristo? - Moysés S. Nigri, Andando com Deus Todos os Dias [MM 1993], p. 315.

Atividade Infantil

Mostrar um relógio para seu filho. Indicar como o tempo passa e como isso é visto através dos movimentos dos ponteiros. Falar sobre a forma como devem ser vividos os momentos do sábado como um dia sagrado. Cantar um hino que mencione essa sagrada verdade.


O Dia do coração

"Se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor... e se o honrares, não seguindo os teus caminhos, ... então, te deleitarás no Senhor" (Isaías 58:13,14)

Todos os grupos religiosos tradicionais reconhecem a semana como uma divisão do tempo ciclicamente associada a um dia de repouso e adoração. Nos antigos registros da criação e do dilúvio, seja nas páginas inspiradas do Gênesis ou nos fragmentos pré-históricos de cerâmica com suas inscrições cuneiformes, encontramos referências claras e precisas à semana como instituição divina, e ao sábado como monumento imperecível da criação.

Entre os valiosos documentos reunidos no Museu Britânico, encontram-se alguns ladrilhos sagrados do calendário caldeu. Esses ladrilhos foram provavelmente escritos antes dos dias de Abraão. Em um dos ladrilhos encontra-se a palavra sabbaton (sábado), e esta é explicada em outro ladrilho como "o dia de descanso do coração".

O movimento adventista foi suscitado pela Providência para, entre outras coisas, restaurar o "dia do coração", e dar ao mundo um testemunho semanal do poder criador de Deus. Isso implica não somente a proclamação da vigência do quarto mandamento, mas inclui também a responsabilidade de uma demonstração de como observá-lo na letra e no espírito.

A santificação do sábado pode ser uma venturosa experiência em nossa vida, se o honrarmos "não seguindo os nossos próprios caminhos, nem pretendendo fazer a nossa vontade, nem falando as nossas próprias palavras". Então podemos cantar em transportes de fé:

"Horas benditas, santas e felizes,
São as que passo junto a Ti, meu Deus.
Ó Mestre amado, Criador divino
Do santo sábado, Tu és Senhor" (Hinário Adventista, 531).

Um grupo de exploradores americanos foi à África para uma incursão através de um território selvático. Naquele continente contrataram alguns guias nativos. No primeiro dia de viagem, eles avançaram rapidamente; o mesmo aconteceu no segundo, no terceiro e nos dias subsequentes, até o sexto dia. No sétimo, porém, os guias permaneceram assentados debaixo de uma árvore.

"Vamos" - gritaram os exploradores.

- "Hoje nós não ir" - replicou um dos nativos, tropeçando no uso da língua inglesa. "Nós descansar para a alma ficar um dia com o corpo".

Tinham razão os nativos, pois o ser humano necessita desta pausa semanal, não só para o repouso físico, mas também para recondicionar a alma, pondo-a em sintonia com o Criador. - Enoch de Oliveira, Bom dia, Senhor [MM 1990], p. 117.

Atividade Infantil

Segundo os diferentes relatos bíblicos, citar as coisas preferidas que Jesus fazia aos sábados, quando esteve na Terra.

Os dias da criação

"Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou" (Êxodo 20:11).

Alguns pensam que foram necessários milhões e até bilhões de anos para que Deus criasse todas as coisas em nosso mundo, inclusive Adão e Eva.

Infelizmente, até alguns eruditos bíblicos estão dizendo que o dia de 24 horas era um período muito curto para criar cada dia tudo que o primeiro capítulo de Gênesis afirma ter criado.

A verdade é que Deus usou mesmo dias, de 24 horas cada um, e o fez, quem sabe, com um propósito: estabelecer a observância do sábado do sétimo dia da semana. Se Deus tivesse usado mil anos, ou qualquer outro período de tempo, para cada um dos seis eventos, como poderia levar o homem a aceitar um sábado de 24 horas? Deus também poderia ter criado tudo num sopro, imediatamente; mas aí outra vez Ele não teria um bom argumento para fazer-nos guardar um sábado de pôr do sol a pôr do sol.

Não nos esqueçamos de que Deus é eterno e o sentido ou limitação de tempo é algo de Sua prerrogativa. Ele poderia ter usado um bilhão de anos, um milhão, mil dias ou 24 horas. O Eterno não precisa de calendário ou relógio. Mas, quanto tempo gastou criando o Universo? Não sabemos. A Terra, porém, Deus decidiu criar em seis dias literais de 24 horas cada um.

Que há errado nessa Sua decisão? Quem somos nós para contestar os atos feitos por Deus? É nossa parte aceitá-los pela fé!

A verdade é que se Deus tivesse usado seis mil ou seis milhões ou bilhões de anos, ou se fizesse tudo num piscar de olhos, seria criticado da mesma maneira. O trabalho de Lúcifer é desacreditar tudo o que Deus faz e confundir tudo o que Ele fala. Foi isso o que ele fez com Eva. O Senhor deixou claro que criou o mundo em seis dias quando estabeleceu a semana de sete dias e mais tarde a confirmou no quarto mandamento da Sua Lei.

A instituição do sábado como repouso de 24 horas tornou-se o memorial da Criação e nisso está a prova inequívoca de que Deus é o Criador de nosso mundo. Qualquer ensino ou teoria que negue essa verdade ou duvide dela não passa de sofisma humano ou diabólico.

Outra vez o princípio do amor e bondade, cuidado e proteção divinos reveste toda a história da Criação. Deus não somente criou, como mantêm todas as coisas, a fim de que nós, seres humanos, continuemos vivendo normalmente. Mas, como pecadores, temos acesso a Ele a fim de sermos transformados em novos homens segundo a Sua própria imagem quando aceitamos a Jesus e Seu sacrifício por nós. Lembremo-nos de que somos filhos de Deus e com Ele devemos andar e viver uma nova vida a cada dia. - Moysés S. Nigri, Andando com Deus Todos os Dias [MM 1993], p.205.

Atividade Infantil

Preparar uma sacola com alguns presentes que Deus criou: frutas, flores, etc. (mencioná-las). Cantar a música "Quem fez?", e perguntar: Em que dia estes "presentes" foram criados? Deus criou tudo perfeito em 6 dias e descansou no sábado.
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