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Deleitoso e Santo

"Mas se achares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor..." (Is 58:13).

Há pelo menos três razões para considerarmos o sábado deleitoso e santo, uma benção e felicidade. "O sábado é a chave da felicidade do homem, tanto aqui como na vida futura... O sábado é uma das maiores bençãos dadas ao homem por um amante Criador" (Comentário Bíblico Adventista, v. 4, p. 307).

A primeira razão é a sua origem divina (Gn 2:1-3). O sábado não foi instituído pelo homem, como foi o domingo. Deus criou o sábado no sétimo dia da semana. Lúcifer, com seus seguidores, criou o domingo no princípio da semana. Sem nenhuma base bíblica, alegam que o fazem para comemorar a ressurreição de Jesus. A verdade é que o domingo é uma herança pagã que foi sendo adotada pelo cristianismo, desde o quarto século, com a conversão do imperador Constantino. Logo depois foi oficializada, pela primeira vez, por um decreto, o cânone 29 do Concílio de Laodicéia (Dicionário Adventista, art. 1638). Mas, na Bíblia, Deus chama o sétimo dia de "o Meu Sábado".

A segunda razão é ser o sábado um memorial (Êx 20:8, 11). Um memorial duplo. "Lembra-te..." é o conselho que nos dá o Senhor, ainda hoje. Ele sabe que nossa tendência é esquecer o sábado e passar a adorar algum "bezerro de ouro" por aí... E quantas vezes o temos feito. É incrível quão inconstantes estamos sendo na observância do santo sábado; por isso se torna um peso, um entrave, e não nos é deleitoso. Cuidemos com nossos interesses e distrações pessoais que tiram o gosto pelo sábado. Esquecer o sábado é esquecer de Deus. Se nos lembramos dele, o sábado se torna um sinal de santificação entre nós e o Senhor (Ez 20:20).

Não haveria ateus nem idólatras, evolucionistas nem comunistas, se o sábado fosse guardado por todos. Nunca o homem se afastaria de Deus, porque o sábado o lembraria que é filho dEle duas vezes: pela Criação e pela Redenção em Cristo!

A terceira razão é que Deus ordena guardar o sábado (Dt 5:6, 12; Êx 20:9, 10). Como Legislador e Sua relação conosco com o Criador, o Eterno tem autoridade para pedir que guardemos o sábado. Diz E.G. White: "O sábado é um juramento feito por Deus com o homem - um sinal de relação que existe entre o Criador e Seus seres criados" (Manuscritos 122, 1901).

A guarda do sábado deve ser um ato voluntário de amor. Amamos a Deus?

Reconhecemos Sua paternidade e salvação? Lembramo-nos da bendita esperança de um novo céu e nova Terra onde celebraremos o sábado festivamente, cada semana, como um memorial eterno de nossa vitória em Cristo? Então, o sábado nos será, na verdade, o "deleitoso e santo dia do Senhor". - Moysés S. Nigri, Andando com Deus Todos os Dias [MM 1993], p. 318.

Atividade Infantil

Caso seja possível, dar um passeio com sua família para ver o pôr do sol. Falar sobre esse presente de Deus e Seu permanente cuidado para conosco.


Somos honestos?

"Se desviares o teu pé de profanar o sábado..." (Is 58:13)

O capítulo 58 de Isaías contém o mas interessante dos desafios que Deus jamais fez ao Seu povo. Discorre sobre o verdadeiro jejum que o Senhor espera de nós e termina desafiando-nos a guardar devidamente o Seu santo dia, o sábado, se queremos entrar na posse da herança prometida.

Diz-se que esse capítulo é tão importante que há mais referências dele nos escritos de E. G. White do que de qualquer outro capítulo da Bíblia. Ela nos diz que Isaía 58 "é da mais alta importância" e constitui "uma mensagem para este tempo" (Beneficiência Social, p. 29). Se somos honestos, devemos dar atenção a Isaías 58 em nossa vida, não olvidando também aquela parte da guarda do sábado, pois é o sábado que nos identifica com o Criador por seu Sinal de santificação. É intrigante que a inspiração tenha ligado a nossa profissão de fé, em praticar o bem e amar o próximo, com o nosso amor ao Deus que Se apresenta no quarto mandamento da Lei como o Criador que merece nossa adoração. Quer Deus nos dizer que os dois amores, a Ele e ao próximo, devem ir juntos porque se contemplam? Que amar só ao próximo, sem amá-Lo, e vice-versa, não alcança a sublimidade do amor que Ele espera de nós?

Se somos honestos, aceitamos e praticamos toda a verdade e nela nos regozijamos.

Quando o capitão José Bates, visitou pela primeira vez a cidade de Battle Creek, no Estado de Michigan, EUA, ele foi direto à agência do correio e perguntou ao chefe: "Quem é o homem mais honesto de Battle Creek?" A resposta veio pronta: "É o Sr. David Hewitt!" Esse homem, um presbiteriano, era mercdor ambulante, vendendo suas mercadorias numa carrocinha. Mas, apesar do seu negócio, granjeara a fama de ser o homem mais honesto na cidade. Bates visitou-o, falou-lhe do sábado e de outras cidades. O homem era sincero e honesto mesmo, pois aceitou as verdades apresentadas a ele. Não quis mais continuar profanando o sábado, mas pôs-se em harmonia com Deus e morreu fiel adventista do sétimo dia.

Se somos honestos, não podemos ficar inertes ao desafio divino. Isaías 58 contém um apelo para uma dupla reforma: mais compaixão de uns para com outros (Is 58:11) e reparar a brecha feita na Lei de Deus, isto é, na gurarda do sábado (Is 58:12-14). Há um princípio claro nesta segunda reforma: Deus pede que desviemos o "pé de profanar o sábado" e de cuidar dos nossos interesses no Seu santo dia.

Aceitaremos o desafio de guardar o sábado de uma maneira honesta? - Moysés S. Nigri, Andando com Deus Todos os Dias {MM 1993], p. 316.

Atividade Infantil

Hoje, com antecedência, pedir ao seu filho que escolha e cante duas músicas favoritas na hora do culto.


Quem receberá, o selo de Deus?

"E vi outro anjo subir da banda do Sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus" (Ap 7:2,3).

O selo do Deus vivo será posto somente naqueles que têm a semelhança de Cristo em caráter...

Como a cera toma a impressão do sinete, assim o caráter deve tomar a impressão do Espírito Santo e reter a imagem de Cristo.

É a obediência aos mandamentos de Deus, que molda o caráter segundo a semelhança divina.

O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento. Unicamente este, entre todos os dez, apresenta não só o nome mas o título de Legislador. Declara ser Ele o Criador dos céus e da Terra, e mostra, assim, o Seu direito à reverência e culto, acima de todos. Fora deste preceito, nada há no Decálogo que mostre por autoridade de quem foi dada a lei.

Os israelitas puseram sobre as portas um sinal de sangue, para demonstrar que eram propriedade de Deus. Assim os filhos de Deus neste século levarão o sinal que Deus instituiu. Colocar-se-ão em harmonia com a santa lei de Deus. Um sinal é posto sobre cada um do povo de Deus tão certamente como o foi o sinal colocado sobre as portas das habitações dos hebreus, para preservar o povo da destruição geral. Deus declara: "E também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ez 20:12).

Ao ser o povo de Deus selado em sua testa - e não se trata de selo ou sinal que se possa ver, mas uma fixação na verdade, ela já começou; os juízos de Deus estão agora sobre a Terra, para nos advertir a fim de sabermos o que virá. - Ellen G. White, O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 80.

Atividade Infantil

Desenhar personagens que foram fiéis a Deus. (Exemplo: Moisés com o bordão e os Dez Mandamentos). Perguntar a seu filho o que isso o faz lembrar, especialmente quando Moisés estava no Monte Sinai, onde lhe foram dadas as tábuas da Lei. Enfatizar o quarto mandamento.

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